sábado, 16 de junho de 2018

Completa o desmonte, com a Petrobras também fora da petroquímica, por Luis Nassif



Antes de pedir demissão da Petrobras, Pedro Parente completou sua obra: não apenas pretendeu tirar a empresa do refino, como afasta definitivamente do setor petroquímico.
A petroquímica sempre exigiu escala. No período militar, consagrou-se o modelo tripartite – 1/3 de capital estatal, nacional e estrangeiro. Os negócios da privatização pulverizaram o setor em empresas menores. Seguiu-se uma dura disputa que acabou permitindo um novo redesenho. Depois de uma disputa entre grupo Ultra e Odebrecht, consolidou-se a Braskem tendo como acionista a Petrobras.

Agora, vira-se o jogo.
Primeiro, a Lava Jato quebra as pernas da Braskem.
A Odebrecht negocia, então, a venda da empresa para o grupo holandês LyondellBasell. Como maior acionista minoritária, a Petrobras deveria ter direito de preferência. No entanto, abre mão e anuncia que aceitará o tag alone estendido aos minoritários – isto é, irá vender pelas mesmas condições do controlador.


domingo, 10 de junho de 2018

Berlusconi e Bolsonaro, crias de operações midiático-judicais devastadoras para a Itália e o Brasil


Bolsonaro, o candidato sabonete
por Eduardo Borges
Com Lula ou sem Lula, o cenário que se descortina para as próximas eleições presidenciais é o da consolidação quase absoluta do personalismo na política brasileira. Resultado da crise institucional provocada pelos acontecimentos políticos dos últimos anos, o contexto do jogo político brasileiro atual é o do completo descaso com a Política.
Nunca foi e certamente nunca será benéfico para a democracia que uma parte consistente da população perca completamente sua crença na Política. As consequências, para a sociedade, de operações jurídico-policiais como a Lava Jato tendem naturalmente a saírem do controle. Por mais que tenha sido gestada com o discurso do combate à corrupção, portanto, supostamente voltada exclusivamente para questões de natureza jurídica e policial, operações como a Lava Jato não conseguem ficar imune ao jogo político.

O preço do petróleo é sempre político, por André Araújo


O preço do petróleo é sempre político, por André Araújo
É a politica que, ao final do dia, determina o preço internacional do petróleo. São decisões politicas dos governos de países exportadores que controlam 60% do produto oferecido no mercado mundial, é através de decisões politicas e não com base no custo de produção que se estabelece o valor do barril de petróleo no mercado de commodities. Todo o processo de decisão é politico e não técnico como pretendem os fundamentalistas de mercado.
São os produtores que através da OPEP abrem ou fecham as válvulas para com isso manipular os preços no mercado spot, regulando a produção para maximizar o preço e cobrar o máximo possível dos países que dependem de petróleo, mas não produzem, o que não é o caso do Brasil.
No topo do mundo são POLITICOS que governam o setor do petróleo e não o mercado, que é uma plataforma reflexiva das decisões politicas na cúpula de Estados. Portanto, um grande País produtor e consumidor de petróleo, como é o Brasil, não pode se deixar manobrar pelo preço estipulado politicamente pela OPEP permitindo que este seja  o guia de sua POLITICA INTERNA DE PREÇOS DE PETROLEO. É uma percepção muito pobre da realidade e da falta de uma noção elementar de funcionamento básico da economia porque, sendo um Pais grande produtor, o Brasil não é dependente do preço no mercado especulativo internacional para abastecer sua população como se fosse um Pais unicamente importador, tipo da Bélgica, Áustria ou Dinamarca. A lógica do mercado brasileiro é outra porque somos Pais produtor.
Como fio condutor de TODA a economia produtiva do País, a paralisação dos caminhoneiros mostrou que sem combustível o bloqueio do País é maior do que seria numa guerra civil ou numa ruptura politica de fim de regime. Com o movimento militar de 1964 se observou  menos reflexos no cotidiano do Pais do que o movimento dos caminhoneiros de Maio de 2018.
Portanto a politica de preços dos combustíveis é MATERIA DE ESTADO e não de gerentões arrogantes tratados como “gênios” pela mídia, nada além de  pequenos burocratas sem brilho que não tem a visão macro dos efeitos de suas ações em matéria tão crucial.
A INTERVENÇÃO DE GOVERNO NO MERCADO DE ENERGIA
O Governo dos Estados Unidos tem um Departamento de Energia com um orçamento de 30 bilhões de dólares e esse Governo mantém um ESTOQUE de 713,5 milhões de barris de petróleo de propriedade da Administração e não do mercado, guardado em cavernas no Texas e na Lousiana. Não existe maior AÇÃO DE INTERVENÇÃO do que essa, nos momentos de alta excessiva da cotação do petróleo o Departamento de Energia VENDE petróleo do seu estoque (Strategic Petroleum Reserve) para esfriar o mercado. O estoque de petróleo do Governo dos EUA vale a preços de hoje em torno de 40 bilhões de dólares, isso tem custo para o orçamento público, é capital empatado mas a consideração é POLITICA, é uma ação de governo, exatamente aquela que a Miriam Leitão condena para o Brasil, imagine o Estado intervir no mercado, mas é exatamente isso que faz o Governo dos EUA, para desalento dos neoliberais tabajaras da Rua Dias Ferreira que querem implantar à força suas ideias ao deitar receitas para os brasileiros mal usando exemplos de outros Países.

O TCU e os "prejuizos" do Brasil na Venezuela e em Cuba




(Do blog com equipe) - A imprensa informa que o Tribunal de Contas da União estaria “investigando” as administrações  petistas por supostos prejuízos dados ao BNDES, com o financiamento, em condições subsidiadas, de governos “vermelhos”, como os de   Cuba e Venezuela, na construção de obras como o Porto de Mariel e o metrô de Caracas.

O financiamento da exportação de serviços e obras para o exterior vem do tempo dos governos militares, vide as obras da Mendes Jr. no Iraque, por exemplo.  

Segundo publicado, os "subsídios" a Cuba teriam ocorrido no prazo concedido para pagamento, com 300 meses para pagar no lugar dos 120 usuais.


Tudo isso, na extraordinária quantia de 68 milhões de dólares, oito vezes menos do que o Brasil exporta por dia; 0,03% do 1 trilhão de reais que, segundo o impostômetro, foi arrecadado pelo governo neste ano, até ontem, 4 de junho ; ou mais ou menos o que o governo federal transferiu do orçamento público para os  bancos, em juros, a cada 5 horas, no ano passado, sem gerar um miserável emprego, com relação aos que foram criados para brasileiros, dentro e fora do país, pelo projeto do Porto de Mariel, na engenharia, na fabricação e transporte de veículos e equipamentos, etc, etc, etc.

O povo resiste às ordens do Império: Datafolha: Mesmo da prisão, Lula continua liderando em pesquisa

Claro que eu votarei em quem Lula mandar 

Claro que eu votarei em quem Lula mandar, até mesmo como forma de protesto contra o golpe e os prepostos do Império tipo os miShell da vida, bem como em gratidão ao ex-presidente e como forma de grito contra sua prisão injusta, arbitrária e política.

Jornal GGN - A prisão do ex-presidente Lula não resolveu o problema do partidarismo da justiça, o ex-presidente ainda carrega grande poder de influência no processo eleitoral. A conclusão é do Datafolha que, em pesquisa, mostra que 30% dos eleitores dizem que votariam, com certeza, em candidato indicado por ele, e somente 17% talvez o fariam. É muito.
Já 51%, na contramão, dizem que o apoio de Lula a um candidato os levaria a rejeitar esse nome. O que não esmorece a intenção do PT em registrar a candidatura de Lula apesar da prisão e pelo fantasma da Lei da Ficha Limpa pairando por perto.
De todo jeito, a pesquisa demonstra que Lula seria um fator determinante nesta eleição: seja como candidato ou como apoiador. 
Mas, mesmo que os 51% digam que rejeitariam nome indicado por Lula vale analisar o apoio de outros personagens de nossa história:  o candidato que Fernando Henrique Cardoso apoiar vai ter que se livrar dos 65% dos eleitores que rejeitariam uma indicação do ex-presidente tucano. E, no caso de Temer, a rejeição a qualquer candidato que ele apoiar sobe para estratosféricos 92%.
Um terço dos eleitores acham que o ex-presidente Lula deveria apoiar Ciro Gomes (PDT), caso seja impedido de concorrer as eleições deste ano.
O quadro fica disperso quando a pesquisa aponta cenários sem Lula como candidato. De acordo com o Datafolha, 45% doseleitores votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam ninguém caso o substituto fosse Haddad. Marina Silva (Rede) herdaria 17% dos votos e Ciro, 13%.
O certo é que a prisão de Lula não facilitou a vida de seus adversários, ao contrário, eles ainda encontram dificuldades para conquistar eleitores. Na pesquisa Datafolha da semana passada mostra que Lula ainda leva 30% das intenções de voto e mais de um terço dos eleitores sem opção quando analisam o cenário sem ele.
A pesquisa contou com 2.824 entrevistas em 174 municípios e foi feita após a paralisação dos caminhoneiros.


A quais interesses serve o mito da Petrobras quebrada?

A quais interesses serve o mito da Petrobras quebrada? 
A atual política de preços, o plano estratégico e as privatizações são prejudiciais à Petrobras e à maioria dos brasileiros, afirma Felipe Coutinho, da Aepet
O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, afirma que a estatal perdeu mercados devido à prática de preços elevados que viabilizam a importação por concorrentes e critica as políticas adotadas pela atual presidência da companhia.
Extra Classe – Qual é a posição da Aepet em relação às políticas adotadas pela atual gestão da Petrobras?
Felipe Coutinho – A política de preços, o plano estratégico e as privatizações são prejudiciais à Petrobras e à maioria dos brasileiros. A exportação de petróleo cru disparou, enquanto a importação de derivados bateu recordes. A importação de diesel se multiplicou por 1,8 desde 2015, dos EUA por 3,6. O diesel importado dos EUA que em 2015 respondia por 41% do total, em 2017 superou 80% do total importado pelo Brasil.
EC – O que provocou o atual descontrole de preços dos combustíveis?
Coutinho – A política de preços iniciada em outubro de 2016 que vinculou o preço do mercado doméstico às oscilações de curto prazo do mercado internacional.
EC – Por que a estatal perdeu mercado interno?
Coutinho – Porque pratica preços elevados que viabilizam a importação por concorrentes. Preços altos tornam lucrativa a operação de importação de derivados.
Saiba mais



Leonardo Stoppa e Leonardo Attuch falam sobre a disparada do dólar, no momento em que as férias se aproximam

domingo, 3 de junho de 2018

Moro admite envolvimento dos EUA na Lava Jato: "Quanto maior a ajuda, melhor"


Na imagem: Moro presta contas do golpe no Wilson Center, ligado à CIA


"Quanto maior a cooperação melhor", diz Moro sobre ajuda dos EUA à Lava Jato. Juiz de Curitiba ainda afirmou que defesa de Lula cria "teorias da conspiração" que a Justiça não pode levar "a sério"


Cíntia Alves, Jornal GGN
juiz Sergio Moro saiu em defesa da cooperação internacional fora dos canais oficiais entre os Estados Unidos e a Lava Jato. Em despacho assinado no dia 28 de março, o magistrado escreveu que “países cooperam entre si no enfrentamento da criminalidade. Quanto maior a cooperação melhor, pois sem cooperação quem ganha é o criminoso e não o país não cooperante.”
A defesa de Lula descobriu um vídeo em que uma autoridade do Departamento de Justiça dos Estados Unidos admite que houve cooperação informal com os procuradores da Lava Jato e cita a condenação do ex-presidente petista como um exemplo de sucesso nesta parceria.

“A corrupção nos Estados Unidos é pior do que no Brasil e vocês são pessimistas”: DCM entrevista Henry Mintzberg. Por Pedro Zambarda

Esta reportagem é datada de 1-3-2016, ou seja,  sobre o Brasil antes do golpe que levou ao poder os verdadeiramente corruptos.



Henry Mintzberg (1939 -)
Henry Mintzberg (1939 -)

Considerado uma mente brilhante do mundo empresarial, Henry Mintzberg tem 76 anos e é professor da universidade canandense McGill, em Montreal, desde 1968. Antes de conquistar reconhecimento como acadêmico nos cursos de administração, fez um doutorado na MIT Sloan School of Management em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts.
Publicou mais de 150 artigos destinados ao mundo dos negócios e 15 livros. Mintzberg concebe modelos organizacionais de companhias em seis partes: segmento estratégico, linha média de administração, operacionais, analistas técnicos, funcionários de suporte e ideologia empresarial.

EUA assumem controle de 83% da importação brasileira de óleo diesel


..no governo Dilma não passava de 20% e o Brasil caminhava 100% em termos de autosuficiência, isso se a máfia midiático penal não tivesse usado um processo para derrubar o governo e implementar as politicas exigidas pelo imperialismo....

A conferir

EUA assumem controle de 83% da importação brasileira de óleo diesel.



Na imagem: refinaria americana nos EUA ocupando o lugar das brasileiras...

Em agosto de 2015, o juiz Sergio Moro estava em plena campanha em favor do golpe. Dava palestras onde quer que lhe chamassem e suas decisões seguiam uma agenda estritamente conectada às forças de oposição que conspiravam para derrubar o governo Dilma.
No dia 31 daquele mês, Moro proferiu uma palestra com o tema “Corrupção sistêmica: as lições da operação Mãos Limpas”, num evento organizado pela editora Abril, em São Paulo.
O juiz responsável pela operação Lava Jato, então no auge de sua popularidade, explicava aos executivos que se dispuseram a pagar R$ 1.800 por um ingresso, o que, na sua opinião, eram investimentos não baseados em razões de “ordem econômica e racional”.
Como exemplo, ele cita a refinaria Abreu e Lima, lembrando que o custo inicial da obra, estimado em 2 bilhões de dólares, passara para 18 bilhões de dólares.
Moro conta que alguns “colaboradores” capturados pela Lava Jato lhe disseram que a obra jamais se pagaria.
Trajando seu tradicional terno preto, com uma expressão aflita no rosto, o juiz de Curitiba conclui que tudo isso “leva a uma natural suspeição: será que o fator de recebimento de propina não foi o agente motivador dessas decisões de investimento mal sucedidas?”
Neste mesmo evento, ele admitiu que a operação Lava Jato poderia causar transtornos a economia. Mas ele acreditava que, no longo prazo, o enfrentamento da corrupção sistêmica traria ganhos “às empresas” e “a economia”. Ele faz uma pausa e completa: “e a todos, de uma forma geral”.

sábado, 2 de junho de 2018

Aumento da produção de petróleo nos EUA entre 2010 e 2018 e a relação com o preço de combustíveis no Brasil


Autor: Roberto Moraes

Uma parte dos interesses americanos com o setor de petróleo deixou de ter relação apenas com o seu enorme consumo, disparado o maior do mundo, para ter também um interesse crescente com outras etapas da cadeia produtiva, como a produção e refino com vistas às exportações dos combustíveis.

O infográfico abaixo publicado no Valor em matéria da Agência Reuters, com dados do Departamento de Energia dos EUA, Opep e Ministério da Energia da Rússia, mostra como foi vertiginosa, a expansão da produção de petróleo nos EUA, depois da sedimentação das novas formas e técnicas de exploração do petróleo de xisto (tight oil) em seu território.

Os EUA se preparam para em 2019 assumir a liderança mundial da produção de petróleo do mundo, que nos últimos anos vem sendo liderado por anos seguidos pela Rússia, com produção em torno de 11 milhões de barris por dia seguido da Arábia Saudita.

Hoje, a produção mundial de petróleo está entre 98 e 99 milhões de barris por dia, com previsão de chegar no ano que vem a 100 milhões de bpd. Da produção da Rússia, a líder do mundo com 11 milhões de bpd, aproximadamente 7 milhões de bpd, são exportados, enquanto nos EUA as exportações de óleo cru, cuja proibição foi suspensa em 2015, estão hoje acima de 2 milhões de barris por dia, enquanto as exportações americanas de combustíveis não param de subir.

De certa forma, esta realidade também ajuda a mostrar as consequências disto sobre o Brasil, na medida em que os EUA passou a ser destino de uma parte do petróleo bruto brasileiro que cresce desde 2016 de forma significativa. Junto disso, o Brasil também passou a importar mais combustíveis oriundos do refino nas refinarias americanas, o que contribuiu de forma especial para a atual crise de preços dos combustíveis que ainda em nosso mercado interno.

Com esta postagem eu quero chamar a atenção para a ampliação da importância do setor petróleo para a economia americana e para as suas decisões de poder.

http://www.robertomoraes.com.br/2018/05/aumento-da-producao-de-petroleo-nos-eua.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blogspot%2FhFJfT+%28Blog+do+Roberto+Moraes%29

Como proteger a Petrobrás e o Brasil de novos ataques especulativos, por Miguel do Rosário




O senhor Pedro Parente pediu demissão da presidência da Petrobras no meio do pregão, provocando uma grande instabilidade no preço das ações da estatal, que sofreram bilionária desvalorização – quase R$ 60 bilhões de prejuízo. Quer dizer, além do prejuízo monstruoso causado à economia pelo aumento criminoso no preço dos combustíveis, além dos danos provocados pela greve dos caminhoneiros, que também chegam a dezenas de bilhões de reais, igualmente causados por uma política irresponsável de preços, o senhor Pedro Parente ainda causou um prejuízo de mais de R$ 60 bilhões ao se demitir, abruptamente, no meio de um pregão, sem negociar com governo e mercado uma transição para sua gestão.
Ao refletir sobre esses valores, que são ligados puramente à movimentos de destruição, não temos como esquecer a operação Lava Jato. Os supostos desvios apurados pelo juiz Sergio Moro, da ordem de 1 ou 2 bilhões de reais, para se materializarem, exigiram a construção de plataformas, oleodutos, navios, refinarias, investimentos generosos em pesquisa e tecnologia…

O pré-sal já responde por 54,4 do petróleo produzido no Brasil



Segundo a ANP, no mês de abril, o pré-sal respondeu por 54,4% do total de petróleo produzido no Brasil; motivo principal da derrubada da presidente Dilma Rousseff, os campos do pré-sal foram entregues pelo governo de Michel Temer e do PSDB para exploração de petrolíferas estrangeiras; o que é extraído pela Petrobras é exportado como óleo cru na política de Pedro Parente, deixando ociosas as refinarias da estatal, enquanto importa o produto refinado, principalmente de empresas norte-americanas.

247 - Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) reafirmam que o potencial do pré-sal como instrumento de desenvolvimento do País, como havia pensado o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, quando a Petrobras fez a descoberta. 

A Petrobrás antes e depois do golpe

Ex-ministro da Casa Civil explica como era a política de preços da Petrobras com Dilma e como é agora com Temer.



O parentesco de Parente é com o PSDB

O parentesco de Parente é com o PSDB



Por Cesar Locatelli, no site Jornalistas Livres:

Pedro Parente e o modo como geriu a Petrobras têm no DNA a ideologia entreguista de Serra, Doria, Alckmin, Goldman. FHC e partidários do PSDB em geral. Lembremos das privatizações das telefônicas, das empresas de energia elétrica, dos bancos estaduais e muitas outras empresas que acabaram em mãos estrangeiras. Para quem não leu, é fortemente recomendado o livro Privataria Tucana. Lembremos que tirar a obrigatoriedade da Petrobras estar nas associações para explorar o pré-sal foi o primeiro projeto de Serra após o golpe.

Não foi somente a reação à política de preços de Parente que o derrubou. Sua entrega de ativos da Petrobras a empresas estrangeiras, sua determinação de reduzir o refino e importar derivados, sua determinação de não mais privilegiar conteúdo nacional em suas compras, enfim seu modo privado de gerir uma empresa pública fez proliferar uma oposição contra ele que atingiu o auge com a greve dos caminhoneiros. Muito do apoio conferido aos caminhoneiros teve origem na indignação com as medidas de Parente de entregar ativos da empresa e nossas reservas de petróleo ao controle estrangeiro. Nem mesmo a autoritária decisão do Tribunal Superior do Trabalho de impedir a greve dos petroleiros foi capaz de estancar sua sangria do presidente da maior empresa brasileira.

Os blocos dominantes, a elite econômica brasileira e a elite estrangeira com interesses no Brasil, estão em franca disputa pelo poder no nosso país. Sem candidato que consiga assumir a hegemonia da classe, o que assistimos é um jogo com derrotas impostas aos mais diversos atores. Temer e seus aliados eram o alvo preferido. Até chegarmos a essa derrota fragorosa do PSDB.

Não podemos descartar a possibilidade de se reconstituir um pacto com conteúdo semelhante àquele estabelecido na Constituição de 1988. A luta política está aí para quem é de luta.